Uma vez meu professor de biologia falando sobre belezas e defeitos resolveu me pegar pra cristo [ele adorava fazer isso] e disse que eu era bem bonita, mas, tinha um defeito que era uma pintinha [insignificante] no nariz. What? Minha pinta? Nada declarei, porque passar de ano era preciso. Mas, nunca esqueci o comentário do "mestre", do mesmo modo que nunca dei bola pra minha querida pinta.
Até esses dias, no auge dos meus 22 anos. Quando em meio ao ócio fui pra frente do espelho e comecei a cutucar a pobrezinha. Sangrou uma semana, inflamou, ficou inchada, deu casquinha. E agora ela tá normal, só um pouquinho maior, tipo o dobro. Mas tá bem.
E parei pra pensar em quanta coisa eu já tive aqui guardada quietinha, e derepente resolvi cutucar, remexer, relembrar e do nada, tomaram proporções maiores do que deviam.
Nunca estamos contentes, e eu como boa escorpiana que sou, adoro relembrar mágoas e tramar inimagináveis planos vingativos. Dois minutos depois começa a novela e eu esqueço tudo.
Mas, continua ali guardadinho, pra eu cutucar outra hora e virar uma bola de neve.

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